O caso dos Canibais de Garanhuns que tem Jorge Beltrão Negromonte como líder teve uma nova atualização.
De acordo com a reportagem publicada nesta sexta (17) no Uol, a defesa de Jorge Beltrão Negromonte protocolou um novo recurso na última terça-feira, após a Justiça negar um primeiro pedido de prisão domiciliar. O argumento central é que o estado de saúde do detento é incompatível com a estrutura da Penitenciária de Barreto Campelo.
O novo pedido traz detalhes sobre a rotina de Jorge na prisão. Além da cegueira, condição já conhecida, o detento agora depende do uso contínuo de fraldas geriátricas e não possui autonomia para realizar atividades básicas.
Em entrevista, a advogada de Jorge, Anna Carolina de Farias, afirmou que o cliente não tem condições de permanecer na unidade prisional, pois depende da ajuda de outros custodiados para ir ao banheiro ou se alimentar.
"Ele tem uma muleta, mas não tem como se movimentar sozinho. Ele faz uso de fraldas, e o Estado não garante em número suficiente. Até para trocar as fraldas ele precisa de alguém". Acho que Jorge é o único preso cego do país, talvez pela repercussão do caso," declarou a advogada à coluna de Carlos Madeiro, do UOL.
No recurso apresentado, a defesa solicita que a Justiça determine a realização de um novo laudo médico oficial.
O objetivo é atestar que a estrutura do presídio é insuficiente para garantir o tratamento e a dignidade de um detento com este nível de debilidade física.
Histórico
Jorge Beltrão cumpre condenações que ultrapassam os 70 anos de prisão. Ele foi o líder de um grupo formado por ele Bruna e Isabel que, entre 2008 e 2012, assassinaram e consumiram a carne de mulheres em Garanhuns, em um caso que teve repercussão mundial.

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