E-mail

CARD PREFEITURA

CARD PREFEITURA

LOGO HEADER (EDITAR AQUI)

LOGO HEADER (EDITAR AQUI)

menu

domingo, 13 de abril de 2025

STF proíbe mudança de nome de guarda municipal de São Paulo para policia municipal ;Garanhuns tem projeto de lei semelhante, que também pode ser alvo de contestação

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino manteve o veto à mudança de nome da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da cidade de São Paulo para "Polícia Municipal". O pedido de tutela de urgência feito pela federação nacional dos guardas municipais, foi negado pelo ministro, que considerou que a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que já havia negado a mudança, está correta. 

GARANHUNS TEM PROJETO SEMELHANTE

Garanhuns tem um projeto de lei semelhante tramitando na Camara Municipal de autoria do vereador Thiago Paes,do PL, que muda o nome da Guarda Municipal de Garanhuns para Polícia Municipal. Se aprovado, pode, tal como em São Paulo, ser alvo de contestação judicial. 

O projeto de Paes, protocolado em fevereiro deste ano, destaca que “a Polícia Municipal de Garanhuns não tem poder de investigar, mas pode fazer policiamento ostensivo e comunitário e agir diante de condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, inclusive realizar prisões em flagrante, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública”.

Na ocasião em que o projeto de Paes foi protocolado, o Sindguardas divulgou um vídeo exaltando a inciativa.

“É um momento marcante, onde a Guarda Municipal está transitando para fazer um convênio com a Polícia Federal, para armar. A verba está chegando para comprar as pistolas. A gente conta com o apoio de todos da Casa Raimundo de Moraes, com a população da Cidade, para que a gente possa, de fato, aprovar esse projeto e a Guarda Municipal se torne aqui na nossa Cidade, talvez a primeira Cidade do Estado de Pernambuco com essa nova nomenclatura, Polícia Municipal“, registrou o presidente do SINDGUARDAS, Arthur Oliveira, a epoca.





Mas o que disse o ministro do STF acerca da proibição do nome na cidade de São Paulo?


Dino afirmou que autorizar mudança abriria "precedente perigoso". Em decisão publicada hoje, o ministro argumentou que trocar nome da Guarda Municipal poderia autorizar estados e municípios a "modificar livremente a denominação de outras instituições cuja nomenclatura é expressamente prevista na Constituição Federal".


Dino comparou a mudança a permitir que um município renomeasse a Câmara Municipal como "Senado Municipal" ou que prefeitura virasse "Presidência Municipal". "A Constituição Federal estabelece, de forma clara, que os municípios possuem Câmaras Municipais como órgãos legislativos e Prefeituras como órgãos do Poder Executivo local", delimita o ministro


A decisão de Dino negou recurso que pedia suspensão da decisão do TJ-SP que vetou troca de nome. O pedido para reverter a determinação do Judiciário paulista foi feito pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais.


Ao vetar a troca, o TJ-SP atendeu pedido do Ministério Público de São Paulo. A liminar foi expedida em 18 de março pelo desembargador Mário Devienne Ferraz.


MP alegou à Justiça que, para a Constituição Federal, o termo deveria ser utilizado por corporações específicas. O TJ entendeu que as funções da polícia estão "bem traçadas no texto constitucional", e que não devem ser confundidas com a dos guardas


O que mais disse Flávio Dino

O artigo 144, § 8º, da Constituição Federal é categórico ao dispor que 'os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei'. Em nenhum momento o texto constitucional confere às guardas municipais a designação de 'polícia', reservando essa terminologia a órgãos específicos, como as Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civis, Militares e Penais

Câmara Municipal de São Paulo aprovou mudança de nome

Mudança de nome foi aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo no mês passado. A troca teve apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que comemorou a aprovação na época


Do Uol

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens ofensivas não serão publicadas.