E-mail

CARD PREFEITURA

CARD PREFEITURA

LOGO HEADER (EDITAR AQUI)

LOGO HEADER (EDITAR AQUI)

menu

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Lula e Dilma sabiam do Petrolão? Veja diz que sim; confira a matéria completa

Lula e Dilma sabiam do Petrolão? Veja diz que sim; confira a matéria completa
A Veja publicou na sua edição de hoje (24/10), um dois dias antes da eleição presidencial , uma matéria com um depoimento do doleiro Alberto Youssef à PF prestado na última terça. Nele, o doleiro envolve diretamente nos escândalos do Petrolão as duas maiores estrelas do PT. Lula e Dilma. 


Segue a íntegra da matéria 

Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJApublica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada. Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.


Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.
Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.
Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.
Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a ­parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada.
Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.
Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.
Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.
Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.
DINHEIRO PARA O PT 
Lula Marques/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega

ENTREGA NO SHOPPING
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef

ELE TAMBÉM SABIA
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar

CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR
VEJA
Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fiscais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.

UM PERSONAGEM AINDA OCULTO
VEJA














O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

Crédito: Broglio/AP/VEJA
ATÉ A MÁFIA FALOU - Tommaso Buscetta, o primeiro mafi oso a fazer delação premiada. Na Sicília, seu sobrenome virou xingamento
​Quem delata pode mentir?
Alexandre Hisayasu
A delação premiada tem uma regra de ouro: quem a pleiteia não pode mentir. Se, em qualquer momento, fi car provado que o delator não contou a verdade, os benefícios que recebeu como parte do acordo, como a liberdade provisória, são imediatamente suspensos e ele fica sujeito a ter sua pena de prisão aumentada em até quatro anos.
Para ter validade, a delação premiada precisa ser combinada com o Ministério Público e homologada pela Justiça. O doleiro Alberto Youssef assinou o acordo com o MP no fi m de setembro. Desde então, vem dando depoimentos diários aos procuradores que investigam o caso Petrobras. Se suas informações forem consideradas relevantes e consistentes, a Justiça - nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, já que o doleiro mencionou políticos - homologará o acordo e Youssef será posto em liberdade, como já ocorreu com outro delator envolvido no mesmo caso, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor da Petrobras deu detalhes ao Ministério Público e à Polícia Federal sobre o funcionamento do esquema milionário de pagamento de propinas que funcionava na estatal e benefi ciava políticos de partidos da base aliada do governo. Ele já deixou a cadeia e aguarda o julgamento em liberdade. O doleiro continua preso.
Até o ano passado, a lei brasileira previa que o delator só poderia usufruir os benefícios do acordo de delação ao fi m do processo com o qual havia colaborado - e se o juiz assim decidisse. Ou seja, apenas depois que aqueles que ele tivesse incriminado fossem julgados é que a Justiça resolveria se o delator mereceria ganhar a liberdade. Desde agosto de 2013, no entanto, esses benefícios passaram a valer imediatamente depois da homologação do acordo. “Foi uma forma de estimular a prática. Você deixa de punir o peixe pequeno para pegar o grande”, diz o promotor Arthur Lemos Júnior, que participou da elaboração da nova lei.
Mais famoso - e prolífero - delator da história recente, o mafi oso Tommaso Buscetta levou à cadeia cerca de 300 comparsas. Preso no Brasil em 1983, fechou acordo com a Justiça italiana e foi peça-chave na Operação Mãos Limpas, responsável pelo desmonte da máfi a siciliana. Depois disso, conseguiu proteção para ele e a família e viveu livre nos Estados Unidos até sua morte, em 2000.
A Veja publicou na sua edição de hoje (24/10), um dois dias antes da eleição presidencial , uma matéria com um depoimento do doleiro Alberto Youssef à PF prestado na última terça. Nele, o doleiro envolve diretamente nos escândalos do Petrolão as duas maiores estrelas do PT. Lula e Dilma. 


Segue a íntegra da matéria 

Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJApublica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada. Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.


Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.
Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.
Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.
Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a ­parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada.
Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.
Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.
Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.
Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.
DINHEIRO PARA O PT 
Lula Marques/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega

ENTREGA NO SHOPPING
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef

ELE TAMBÉM SABIA
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar

CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR
VEJA
Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fiscais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.

UM PERSONAGEM AINDA OCULTO
VEJA














O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

Crédito: Broglio/AP/VEJA
ATÉ A MÁFIA FALOU - Tommaso Buscetta, o primeiro mafi oso a fazer delação premiada. Na Sicília, seu sobrenome virou xingamento
​Quem delata pode mentir?
Alexandre Hisayasu
A delação premiada tem uma regra de ouro: quem a pleiteia não pode mentir. Se, em qualquer momento, fi car provado que o delator não contou a verdade, os benefícios que recebeu como parte do acordo, como a liberdade provisória, são imediatamente suspensos e ele fica sujeito a ter sua pena de prisão aumentada em até quatro anos.
Para ter validade, a delação premiada precisa ser combinada com o Ministério Público e homologada pela Justiça. O doleiro Alberto Youssef assinou o acordo com o MP no fi m de setembro. Desde então, vem dando depoimentos diários aos procuradores que investigam o caso Petrobras. Se suas informações forem consideradas relevantes e consistentes, a Justiça - nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, já que o doleiro mencionou políticos - homologará o acordo e Youssef será posto em liberdade, como já ocorreu com outro delator envolvido no mesmo caso, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor da Petrobras deu detalhes ao Ministério Público e à Polícia Federal sobre o funcionamento do esquema milionário de pagamento de propinas que funcionava na estatal e benefi ciava políticos de partidos da base aliada do governo. Ele já deixou a cadeia e aguarda o julgamento em liberdade. O doleiro continua preso.
Até o ano passado, a lei brasileira previa que o delator só poderia usufruir os benefícios do acordo de delação ao fi m do processo com o qual havia colaborado - e se o juiz assim decidisse. Ou seja, apenas depois que aqueles que ele tivesse incriminado fossem julgados é que a Justiça resolveria se o delator mereceria ganhar a liberdade. Desde agosto de 2013, no entanto, esses benefícios passaram a valer imediatamente depois da homologação do acordo. “Foi uma forma de estimular a prática. Você deixa de punir o peixe pequeno para pegar o grande”, diz o promotor Arthur Lemos Júnior, que participou da elaboração da nova lei.
Mais famoso - e prolífero - delator da história recente, o mafi oso Tommaso Buscetta levou à cadeia cerca de 300 comparsas. Preso no Brasil em 1983, fechou acordo com a Justiça italiana e foi peça-chave na Operação Mãos Limpas, responsável pelo desmonte da máfi a siciliana. Depois disso, conseguiu proteção para ele e a família e viveu livre nos Estados Unidos até sua morte, em 2000.

Júri de acusados de canibalismo em Garanhuns é cancelado

Júri de acusados de canibalismo em Garanhuns é cancelado
Previsto para a próxima quarta-feira (29), o julgamento do trio conhecido como “canibais de Garanhuns” foi cancelado. A decisão foi tomada porque ainda será designado um defensor público para Jorge Beltrão Negromonte da Silveira e Bruna Cristina da Silva, dois dos acusados pelos assassinatos de mulheres.

Neste júri, os três réus responderiam pela mrote de uma vítima em Olinda. O advogado que era responsável pela defesa dos dois, Ranieri Aquino de Freitas, foi preso em julho deste ano por desvio de verba pública, cometido enquanto era prefeito de Sanharó, em 2004. Por conta da prisão, ele não chegou a encaminhar as alegações finais sobre o caso, antes que a Justiça decidisse que os acusados iriam à júri. Isabel Cristina Pires, mulher de Jorge, também está entre os réus. Ela tem outro advogado.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Ministério Público solicitou que o júri fosse cancelado para que a defensoria pudesse estudar o processo e encaminhar as alegações finais. Após isso, então, a juíza Maria Segunda Gomes de Lima, da Comarca de Olinda, decidirá quando o trio irá à júri popular pelo homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver de Jéssica Camila da Silva Pereira. Não há novo prazo para a decisão da magistrada.

Previsto para a próxima quarta-feira (29), o julgamento do trio conhecido como “canibais de Garanhuns” foi cancelado. A decisão foi tomada porque ainda será designado um defensor público para Jorge Beltrão Negromonte da Silveira e Bruna Cristina da Silva, dois dos acusados pelos assassinatos de mulheres.

Neste júri, os três réus responderiam pela mrote de uma vítima em Olinda. O advogado que era responsável pela defesa dos dois, Ranieri Aquino de Freitas, foi preso em julho deste ano por desvio de verba pública, cometido enquanto era prefeito de Sanharó, em 2004. Por conta da prisão, ele não chegou a encaminhar as alegações finais sobre o caso, antes que a Justiça decidisse que os acusados iriam à júri. Isabel Cristina Pires, mulher de Jorge, também está entre os réus. Ela tem outro advogado.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o Ministério Público solicitou que o júri fosse cancelado para que a defensoria pudesse estudar o processo e encaminhar as alegações finais. Após isso, então, a juíza Maria Segunda Gomes de Lima, da Comarca de Olinda, decidirá quando o trio irá à júri popular pelo homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver de Jéssica Camila da Silva Pereira. Não há novo prazo para a decisão da magistrada.

Após ler matéria no V&C, mulheres revelam também terem sido abusadas por psiquiatra

Após ler matéria no V&C, mulheres revelam também terem sido abusadas por psiquiatra
No nosso dicionário o termo "Psiquiatra" designa aquele profissional que trata das doenças mentais. Com 40 anos atuando nessa especialidade, o médico o Lindenberg Isaac Macedo foi incapaz de perceber ou ignorou que ele próprio precisava de tratamento.  Com sinais evidentes de ser acometido  por uma compulsão obsessiva em abusar sexualmente de algumas pacientes, fica cada vez mais comprovado que a lista de vitimas  pode ser bem maior do que a divulgada ou investigada. 

 É o que mostra a sucessão de acontecimentos ocorridos desde sua prisão. Um dia após o V&C exibir o depoimento de Lúcia de Fátima da Silva, que corajosamente afirmou ter sido vítima de ato libidinoso praticado por Lindenberg, outras duas mulheres nos relataram que também foram abusadas sexualmente por ele. A primeira contou uma história parecida com a de Lúcia de Fátima quando, em uma consulta em 2009, o médico teria acariciado suas partes íntimas, mas foi o segundo relato, o mais importante porque traz um fato novo. A polícia trabalha com um período compreendido entre 2008 e 2014 para enquadrar os supostos abusos, mas, o caso chegado até a nossa redação data de 1999, nove anos antes de começarem as investigações. 

"Fui vítima dele, tinha apenas 19 anos, odeio esse psicopata ". Assim começou a nossa conversa com Lílian (nome fictício) já que a pessoa pediu para não ser identificada.  Ela continuou dizendo que em 1999 foi ao consultório de Lindenberg com a mãe para tratar de uma depressão, mas, de início, estranhou porque o profissional não permitiu a entrada de sua genitora no consultório. "Ao entrar já tive medo pois ele tinha uma aparência estranha, parecia mais louco do que eu. Fez algumas perguntas, eu respondi, depois disse pra eu não ter vergonha que ele ia fazer eu ficar boa. Mandou eu fechar os olhos e começou a passar a mão em mim, dizendo que era assim mesmo. Me tocou no colo, rosto, cabelo, coxas e quase nos seios. Depois me pediu para eu pensar fazendo sexo. Na época eu era virgem, fiquei com nojo dele," disse Lilian. Ela ainda revelou que se desvencilhou dos ataques do médico e saiu correndo do consultório.  No mesmo dia contou a sua mãe que ficou horrorizada, mas não denunciou para preservar a intimidade da família. Senti ódio, nojo, raiva. Tenho traumas até hoje. Quando soube da prisão dele fiquei de alma lavada. "Quero que ele pague por tudo que fez", disse a mulher

Em um dado momento da conversa, visivelmente constrangida e nervosa, Lilian interrompe bruscamente seu relato.   "Não estou me sentindo bem falando sobre isso, vou encerrar a conversa, tenho trauma, me desculpe",  despediu-se.
No nosso dicionário o termo "Psiquiatra" designa aquele profissional que trata das doenças mentais. Com 40 anos atuando nessa especialidade, o médico o Lindenberg Isaac Macedo foi incapaz de perceber ou ignorou que ele próprio precisava de tratamento.  Com sinais evidentes de ser acometido  por uma compulsão obsessiva em abusar sexualmente de algumas pacientes, fica cada vez mais comprovado que a lista de vitimas  pode ser bem maior do que a divulgada ou investigada. 

 É o que mostra a sucessão de acontecimentos ocorridos desde sua prisão. Um dia após o V&C exibir o depoimento de Lúcia de Fátima da Silva, que corajosamente afirmou ter sido vítima de ato libidinoso praticado por Lindenberg, outras duas mulheres nos relataram que também foram abusadas sexualmente por ele. A primeira contou uma história parecida com a de Lúcia de Fátima quando, em uma consulta em 2009, o médico teria acariciado suas partes íntimas, mas foi o segundo relato, o mais importante porque traz um fato novo. A polícia trabalha com um período compreendido entre 2008 e 2014 para enquadrar os supostos abusos, mas, o caso chegado até a nossa redação data de 1999, nove anos antes de começarem as investigações. 

"Fui vítima dele, tinha apenas 19 anos, odeio esse psicopata ". Assim começou a nossa conversa com Lílian (nome fictício) já que a pessoa pediu para não ser identificada.  Ela continuou dizendo que em 1999 foi ao consultório de Lindenberg com a mãe para tratar de uma depressão, mas, de início, estranhou porque o profissional não permitiu a entrada de sua genitora no consultório. "Ao entrar já tive medo pois ele tinha uma aparência estranha, parecia mais louco do que eu. Fez algumas perguntas, eu respondi, depois disse pra eu não ter vergonha que ele ia fazer eu ficar boa. Mandou eu fechar os olhos e começou a passar a mão em mim, dizendo que era assim mesmo. Me tocou no colo, rosto, cabelo, coxas e quase nos seios. Depois me pediu para eu pensar fazendo sexo. Na época eu era virgem, fiquei com nojo dele," disse Lilian. Ela ainda revelou que se desvencilhou dos ataques do médico e saiu correndo do consultório.  No mesmo dia contou a sua mãe que ficou horrorizada, mas não denunciou para preservar a intimidade da família. Senti ódio, nojo, raiva. Tenho traumas até hoje. Quando soube da prisão dele fiquei de alma lavada. "Quero que ele pague por tudo que fez", disse a mulher

Em um dado momento da conversa, visivelmente constrangida e nervosa, Lilian interrompe bruscamente seu relato.   "Não estou me sentindo bem falando sobre isso, vou encerrar a conversa, tenho trauma, me desculpe",  despediu-se.

"Capa da Veja é ato de terrorismo", diz Dilma na TV

"Capa da Veja é ato de terrorismo", diz Dilma na TV
A presidente Dilma Rousseff dedicou boa parte de sua última propaganda no horário eleitoral na TV para criticar a revista ‘Veja’ pela reportagem em que afirma que o doleiro Alberto Youssef, em delação premiada à Justiça, teria dito que ela e o ex-presidente Lula sabiam dos desvios de dinheiro na Petrobras. Dilma afirmou que a revista “e seus cúmplices” terão de responder na Justiça pelo "ato de terrorismo", por não apresentar qualquer prova, visando apenas impactar no resultado das eleições.

— Hoje, a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética, pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos malfeitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um dos seus articuladores. (...) A começar pela antecipação da sua edição semanal para hoje, sexta-feira, quando normalmente chega às bancas no domingo. Mas como das outras vezes, e em outras eleições, Veja vai fracassar no seu intento criminoso. A única diferença é que, desta vez, ela não ficará impune. A Justiça livre deste país seguramente vai condená-la por este crime — reagiu Dilma, acrescentando:

— Não posso me calar frente a este ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. (...) Sem apresentar nenhuma prova concreta e, mais uma vez, baseando-se em supostas declarações em pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver diretamente a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da Justiça (...) Isso é um absurdo, isso é um crime.

O programa petista acusa a revista: “Todas as eleições, quando candidatos do PT aparecem à frente das pesquisas, a revista tenta desesperadamente influenciar no resultado” diz o apresentador.

Capa da Veja associa Lula e Dilma ao Propinobras


O GLOBO


A presidente Dilma Rousseff dedicou boa parte de sua última propaganda no horário eleitoral na TV para criticar a revista ‘Veja’ pela reportagem em que afirma que o doleiro Alberto Youssef, em delação premiada à Justiça, teria dito que ela e o ex-presidente Lula sabiam dos desvios de dinheiro na Petrobras. Dilma afirmou que a revista “e seus cúmplices” terão de responder na Justiça pelo "ato de terrorismo", por não apresentar qualquer prova, visando apenas impactar no resultado das eleições.

— Hoje, a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética, pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos malfeitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um dos seus articuladores. (...) A começar pela antecipação da sua edição semanal para hoje, sexta-feira, quando normalmente chega às bancas no domingo. Mas como das outras vezes, e em outras eleições, Veja vai fracassar no seu intento criminoso. A única diferença é que, desta vez, ela não ficará impune. A Justiça livre deste país seguramente vai condená-la por este crime — reagiu Dilma, acrescentando:

— Não posso me calar frente a este ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. (...) Sem apresentar nenhuma prova concreta e, mais uma vez, baseando-se em supostas declarações em pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver diretamente a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da Justiça (...) Isso é um absurdo, isso é um crime.

O programa petista acusa a revista: “Todas as eleições, quando candidatos do PT aparecem à frente das pesquisas, a revista tenta desesperadamente influenciar no resultado” diz o apresentador.

Capa da Veja associa Lula e Dilma ao Propinobras


O GLOBO

Confira para quais cargos são as 127 vagas do concurso da prefeitura de Garanhuns

Confira para quais cargos são as 127 vagas do concurso da prefeitura de Garanhuns
A prefeitura ainda não divulgou, mas o V&C trás em primeira mão. Trata-se de um TAC ( Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre Izaías  e o MP em Garanhuns, através do promotor Domingos Sávio. Por ele fica acertado, entre outras coisas, a quantidade de vagas para cada cargo como mostra a lista abaixo. Confira em primeira mão






O CONCURSO

Deve ser realizado provavelmente em março de 2015. O edital sai até final de dezembro, oferecendo 127 vagas para os cargos acima descritos. Com cerca de 1.250 servidores contratados, as apenas 127 vagas para concursados caíram como um balde de água fria na cabeça dos concurseiros. A previsão de um próprio secretário do Governo Izaías, divulgada amplamente na imprensa, era de que o concurso teria 450 vagas, o que passou longe de se concretizar.




A prefeitura ainda não divulgou, mas o V&C trás em primeira mão. Trata-se de um TAC ( Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre Izaías  e o MP em Garanhuns, através do promotor Domingos Sávio. Por ele fica acertado, entre outras coisas, a quantidade de vagas para cada cargo como mostra a lista abaixo. Confira em primeira mão






O CONCURSO

Deve ser realizado provavelmente em março de 2015. O edital sai até final de dezembro, oferecendo 127 vagas para os cargos acima descritos. Com cerca de 1.250 servidores contratados, as apenas 127 vagas para concursados caíram como um balde de água fria na cabeça dos concurseiros. A previsão de um próprio secretário do Governo Izaías, divulgada amplamente na imprensa, era de que o concurso teria 450 vagas, o que passou longe de se concretizar.



Polícia estoura Boca de Fumo e apreende 5 kg de maconha em Garanhuns

Polícia estoura Boca de Fumo e apreende 5 kg de maconha em Garanhuns
apreensao de droga 1ª DP de Garanhuns - agresteviolento.com.br
Policiais civis da primeira delegacia, sob o comando do delegado Helianthus Soares investigavam há meses a venda de entorpecentes no bairro da Boa Vista, mas precisamente na Rua São Miguel onde identificaram o suspeito, Antônio Lopes de 52 anos, de vulgo “Tonho Lopes”, vendendo droga em sua residência. 

De acordo com a civil, na manhã de ontem (23), os policiais lograram êxito na diligência e apreenderam na casa do suspeito, aproximadamente 5kg de maconha prensada, além de vários objetos, dentre eles bebidas alcoólicas, televisores, ventilador, extintores, ferramentas manuais, celulares e a quantia de R$ 375,00 reais (dinheiro fracionado), oriundo da venda do entorpecente. 

Além de Tonho Lopes, foi detida Ana Paula Marques, 22 anos, a qual já havia sido presa em flagrante auxiliando o suspeito na venda de droga. Tonho Lopes também tem passagem pela justiça por Tráfico de Droga.  

Presa pela Polícia Civil de Garanhuns - agresteviolento.com.br
Tonho Lopes - agresteviolento.com.br
Apreensão 1ª Delegacia de Garanhuns - agresteviolento.com.br

Com informações do Agreste Violento: www.agresteviolento.com.br
apreensao de droga 1ª DP de Garanhuns - agresteviolento.com.br
Policiais civis da primeira delegacia, sob o comando do delegado Helianthus Soares investigavam há meses a venda de entorpecentes no bairro da Boa Vista, mas precisamente na Rua São Miguel onde identificaram o suspeito, Antônio Lopes de 52 anos, de vulgo “Tonho Lopes”, vendendo droga em sua residência. 

De acordo com a civil, na manhã de ontem (23), os policiais lograram êxito na diligência e apreenderam na casa do suspeito, aproximadamente 5kg de maconha prensada, além de vários objetos, dentre eles bebidas alcoólicas, televisores, ventilador, extintores, ferramentas manuais, celulares e a quantia de R$ 375,00 reais (dinheiro fracionado), oriundo da venda do entorpecente. 

Além de Tonho Lopes, foi detida Ana Paula Marques, 22 anos, a qual já havia sido presa em flagrante auxiliando o suspeito na venda de droga. Tonho Lopes também tem passagem pela justiça por Tráfico de Droga.  

Presa pela Polícia Civil de Garanhuns - agresteviolento.com.br
Tonho Lopes - agresteviolento.com.br
Apreensão 1ª Delegacia de Garanhuns - agresteviolento.com.br

Com informações do Agreste Violento: www.agresteviolento.com.br

Administrador diocesano transfere pároco da Matriz de Santo Antônio e desagrada fiéis

Administrador diocesano transfere pároco da Matriz de Santo Antônio e desagrada fiéis

Mal-estar entre uma comissão formada por dezenas de casais do ECC, (Encontro de Casais com Cristo), que prestam um importante serviço religioso na Matriz de Santo Antônio e o administrador diocesano, Monsenhor Benevenuto Sátiro de Araújo.  É que este último, transferiu o padre Sergio Tenório de Oliveira da Igreja de Santo Antônio para São Bento do Una. As transferências no âmbito da Igreja Católica são comuns e visam atender as necessidades pastorais das dioceses. O que está  incomodando os fiéis, neste caso específico, é que o padre Sergio estava há apenas oito meses à frente da Matriz e vinha desempenhando um ótimo trabalho. Outra reclamação dos entusiastas do FICA/SÉRGIO, é que o grupo tentou uma audiência com o administrador diocesano para tentar obter explicações, mas o religioso não os teria recebido.

"O então bispo Dom Fernando transferiu o padre Sergio de São João para a Igreja de Santo Antônio depois deste ficar nove anos por la. Agora apenas 8 meses depois, Monsenhor Benevenuto tira ele daqui sem motivos e não dá uma satisfação aos paroquianos. Isso entristece e acaba afastando o povo da Casa de Deus", disse Othoni Ferro de Lima, que entrou em contato com o V&C para expressar sua indignação. Ele revelou ainda que um manifesto foi organizado com cerca de cem casais participantes do ECC para protestar.
Padre Sergio foi transferido para São Bento do Una e fiéis reclamam

Não nos cabe questionar o mérito das decisões da Diocese, mas como fomos procurados pelos fiéis, cabe uma reflexão ponderada. Transferências são salutares no seio da Santa Sé, mas é estranho que o padre Sergio só tenha ficado 8 meses como pároco da Igreja de Santo Antônio. Era bem quisto pelos fiéis, caso não fosse não, estaria sendo gerada toda essa comoção em torno de sua partida. Nosso apelo é no sentido de que Monsenhor Bené, pastor experiente e sensato, ao menos receba os insatisfeitos para uma conversa, onde ele possa explicar, mesmo não sendo obrigado os motivos que levaram a remoção precoce do padre Sergio, ou quem sabe revê-la. O gesto de generosidade talvez aplaque os ânimos acirrados, ávidos  por um diálogo.   É bom que se diga que Sergio não foi o único a revoar de sua paróquia. Mais seis padres foram transferidos, como mostra a relação abaixo.



ROL DE TRANSFERÊNCIAS
1 – Pe. Marcos André Ferreira Gomes transferido para a Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus e dos Beatos Luis e Zélia, seus pais, em Terezinha – PE;

2 – Pe. Valdevan Bezerra dos Santos transferido para a Paróquia de São Luiz Gonzaga em Paranatama – PE;

3 – Pe. Gabriel Belo Cavalcante transferido para a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus na Cohab II, em Garanhuns - PE;


4  -  Mons. Carlos André Vieira Alexandre Paes  transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Correntes – PE;

5  - Pe. Welington Vilar de Araújo transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Águas Belas – PE;

6  -  Pe. Roberto Bezerra da Rocha Junior transferido para a Paróquia de Santo Antônio de Garanhuns – Catedral – Garanhuns - PE;

Monsenhor Benevenuto, administrador diocesano

DIOCESE DE GARANHUNS ESTÁ EM SEDE VACANTE

O ex-bispo de Garanhuns Dom Fernando foi nomeado pelo Papa, novo Arcebispo Militar do Brasil. Com isso, o cargo ficará vago até Francisco escolher o substituto de Fernando, o que pode demorar bastante. Enquanto o novo bispo não chega, a liderança da Diocese de Garanhuns fica com o administrador diocesano, que é o Monsenhor Benevenuto.


Mal-estar entre uma comissão formada por dezenas de casais do ECC, (Encontro de Casais com Cristo), que prestam um importante serviço religioso na Matriz de Santo Antônio e o administrador diocesano, Monsenhor Benevenuto Sátiro de Araújo.  É que este último, transferiu o padre Sergio Tenório de Oliveira da Igreja de Santo Antônio para São Bento do Una. As transferências no âmbito da Igreja Católica são comuns e visam atender as necessidades pastorais das dioceses. O que está  incomodando os fiéis, neste caso específico, é que o padre Sergio estava há apenas oito meses à frente da Matriz e vinha desempenhando um ótimo trabalho. Outra reclamação dos entusiastas do FICA/SÉRGIO, é que o grupo tentou uma audiência com o administrador diocesano para tentar obter explicações, mas o religioso não os teria recebido.

"O então bispo Dom Fernando transferiu o padre Sergio de São João para a Igreja de Santo Antônio depois deste ficar nove anos por la. Agora apenas 8 meses depois, Monsenhor Benevenuto tira ele daqui sem motivos e não dá uma satisfação aos paroquianos. Isso entristece e acaba afastando o povo da Casa de Deus", disse Othoni Ferro de Lima, que entrou em contato com o V&C para expressar sua indignação. Ele revelou ainda que um manifesto foi organizado com cerca de cem casais participantes do ECC para protestar.
Padre Sergio foi transferido para São Bento do Una e fiéis reclamam

Não nos cabe questionar o mérito das decisões da Diocese, mas como fomos procurados pelos fiéis, cabe uma reflexão ponderada. Transferências são salutares no seio da Santa Sé, mas é estranho que o padre Sergio só tenha ficado 8 meses como pároco da Igreja de Santo Antônio. Era bem quisto pelos fiéis, caso não fosse não, estaria sendo gerada toda essa comoção em torno de sua partida. Nosso apelo é no sentido de que Monsenhor Bené, pastor experiente e sensato, ao menos receba os insatisfeitos para uma conversa, onde ele possa explicar, mesmo não sendo obrigado os motivos que levaram a remoção precoce do padre Sergio, ou quem sabe revê-la. O gesto de generosidade talvez aplaque os ânimos acirrados, ávidos  por um diálogo.   É bom que se diga que Sergio não foi o único a revoar de sua paróquia. Mais seis padres foram transferidos, como mostra a relação abaixo.



ROL DE TRANSFERÊNCIAS
1 – Pe. Marcos André Ferreira Gomes transferido para a Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus e dos Beatos Luis e Zélia, seus pais, em Terezinha – PE;

2 – Pe. Valdevan Bezerra dos Santos transferido para a Paróquia de São Luiz Gonzaga em Paranatama – PE;

3 – Pe. Gabriel Belo Cavalcante transferido para a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus na Cohab II, em Garanhuns - PE;


4  -  Mons. Carlos André Vieira Alexandre Paes  transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Correntes – PE;

5  - Pe. Welington Vilar de Araújo transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Águas Belas – PE;

6  -  Pe. Roberto Bezerra da Rocha Junior transferido para a Paróquia de Santo Antônio de Garanhuns – Catedral – Garanhuns - PE;

Monsenhor Benevenuto, administrador diocesano

DIOCESE DE GARANHUNS ESTÁ EM SEDE VACANTE

O ex-bispo de Garanhuns Dom Fernando foi nomeado pelo Papa, novo Arcebispo Militar do Brasil. Com isso, o cargo ficará vago até Francisco escolher o substituto de Fernando, o que pode demorar bastante. Enquanto o novo bispo não chega, a liderança da Diocese de Garanhuns fica com o administrador diocesano, que é o Monsenhor Benevenuto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Paciente que disse ter sido abusada sexualmente por psiquiatra de Garanhuns relata drama

Paciente que disse ter sido abusada sexualmente por psiquiatra de Garanhuns relata drama Em depoimento, mulher descreve detalhes do abuso sexual cometido pelo médico psiquiatra Lindenberg J. Macedo, preso nesta terça.(21) em Garanhuns. Ela ainda acusa o Cremepe de omissão no caso.
Lúcia de Fátima da Silva, ex-paciente do médico Lindenberg

 Na última terça-feira (21/10), o médico psiquiatra Lindenberg Isaac de Macedo, de 73 anos, foi preso sob a acusação de ter abusado sexualmente de 3 pacientes aqui em Garanhuns. Ele foi capturado no seu consultório na Avenida Simoa Gomes (Heliópolis) e, desde então, o seu endereço  é a Cadeia Municipal da cidade.

 A consultora Lúcia de Fátima da Silva, 40 anos, tem 3 filhos de 20, 18 e 36 anos. Ela estava em casa quando soube da prisão. Diferentemente das outras supostas vítimas, afirmou não ter sido sedada. Em entrevista ao V&C, a ex-paciente detalhou como foi atacada por Lindenberg durante uma consulta.  Disse, entre outras coisas, que ele lambeu seu rosto e colo e que ainda tentou agarrá-la, beijando-a, tocando nos seus seios e a chamando de sexy e gostosa.

Lúcia denunciou o caso primeiramente ao Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco). Com isso ela queria ficar no anonimato, mas, segundo seu relato, o órgão não teria dado crédito a história, arquivando a denúncia e absolvendo o suspeito. "Eles disseram que eu fantasiei, que eu não estava sendo consistente no que falava, mas, felizmente, o Ministério Público e a polícia acreditaram em mim e esse homem hoje está preso", revelou.  O V&C também teve acesso a conclusão da sindicância do Cremepe a respeito do caso. O documento revela o total descomprometimento do órgão em apurar a verdade dos fatos, o que acabou culminando com a absolvição do médico de um processo interno que poderia cassar seu CRM. Tivemos acesso ainda ao depoimento de Lúcia ao MP em janeiro de 2013 onde ela revela mais detalhes do seu drama. (ver imagens abaixo).

Psiquiatra Lindeberg Isaac de Macedo é acusado de abusar
sexualmente de pacientes em seu consultório em Garanhuns


OUÇA ÁUDIO COM O DEPOIMENTO DE LÚCIA DE FÁTIMA.





DOCUMENTOS DO PROCESSO


Denúncia de paciente ao Cremepe (clique na imagem para ampliá-la)



Defesa de Lindenber e arquivamento da denúncia pelo Cremepe
(clique na imagem para ampliá-la)




Depoimento de Lúcia Fátima ao Ministério Público em janeiro de 2013
(Clique na imagem para ampliá-la)

SAIBA MAIS SOBRE O CASO, CLICANDO AQUI

Em depoimento, mulher descreve detalhes do abuso sexual cometido pelo médico psiquiatra Lindenberg J. Macedo, preso nesta terça.(21) em Garanhuns. Ela ainda acusa o Cremepe de omissão no caso.
Lúcia de Fátima da Silva, ex-paciente do médico Lindenberg

 Na última terça-feira (21/10), o médico psiquiatra Lindenberg Isaac de Macedo, de 73 anos, foi preso sob a acusação de ter abusado sexualmente de 3 pacientes aqui em Garanhuns. Ele foi capturado no seu consultório na Avenida Simoa Gomes (Heliópolis) e, desde então, o seu endereço  é a Cadeia Municipal da cidade.

 A consultora Lúcia de Fátima da Silva, 40 anos, tem 3 filhos de 20, 18 e 36 anos. Ela estava em casa quando soube da prisão. Diferentemente das outras supostas vítimas, afirmou não ter sido sedada. Em entrevista ao V&C, a ex-paciente detalhou como foi atacada por Lindenberg durante uma consulta.  Disse, entre outras coisas, que ele lambeu seu rosto e colo e que ainda tentou agarrá-la, beijando-a, tocando nos seus seios e a chamando de sexy e gostosa.

Lúcia denunciou o caso primeiramente ao Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco). Com isso ela queria ficar no anonimato, mas, segundo seu relato, o órgão não teria dado crédito a história, arquivando a denúncia e absolvendo o suspeito. "Eles disseram que eu fantasiei, que eu não estava sendo consistente no que falava, mas, felizmente, o Ministério Público e a polícia acreditaram em mim e esse homem hoje está preso", revelou.  O V&C também teve acesso a conclusão da sindicância do Cremepe a respeito do caso. O documento revela o total descomprometimento do órgão em apurar a verdade dos fatos, o que acabou culminando com a absolvição do médico de um processo interno que poderia cassar seu CRM. Tivemos acesso ainda ao depoimento de Lúcia ao MP em janeiro de 2013 onde ela revela mais detalhes do seu drama. (ver imagens abaixo).

Psiquiatra Lindeberg Isaac de Macedo é acusado de abusar
sexualmente de pacientes em seu consultório em Garanhuns


OUÇA ÁUDIO COM O DEPOIMENTO DE LÚCIA DE FÁTIMA.





DOCUMENTOS DO PROCESSO


Denúncia de paciente ao Cremepe (clique na imagem para ampliá-la)



Defesa de Lindenber e arquivamento da denúncia pelo Cremepe
(clique na imagem para ampliá-la)




Depoimento de Lúcia Fátima ao Ministério Público em janeiro de 2013
(Clique na imagem para ampliá-la)

SAIBA MAIS SOBRE O CASO, CLICANDO AQUI

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à Polícia Federal

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à Polícia Federal

Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção


Capa - Edição 2397
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. 
A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.
A Veja chega às bancas nesta sexta (24) 

Fonte: Revista Veja

Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção


Capa - Edição 2397
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. 
A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.
A Veja chega às bancas nesta sexta (24) 

Fonte: Revista Veja

MP investiga chuva de denúncias do vereador Sivaldo Albino contra a Administração Izaías

MP investiga chuva de denúncias do vereador Sivaldo Albino contra a Administração Izaías
Vereador Sivaldo Albino (PPS)
O Ministério Público de Pernambuco, através da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, converteu em inquérito civil cinco denúncias do vereador Sivaldo Albino contra a administração do prefeito Izaías Régis. As Portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, dia 22 de outubro.

Em comunicado à imprensa o vereador do PPS, candidato a deputado nas últimas eleições, disse que ao longo do seu mandato tem  procurado cumprir fielmente o real papel do Vereador, que é legislar, reivindicar e fiscalizar as ações e aplicações dos recursos públicos pelo Poder Executivo. 

Ainda segundo o edil garanhuense, as declarações de Izaías de que as denúncias feitas por ele tendem a se esvaziar por falta de consistência, não são verdadeiras. "Mais uma vez nosso Gestor falta com a verdade para a população. O convertimento dos procedimentos preparatórios em inquéritos é a prova de que o Ministério Público de Pernambuco está atento as irregularidades da atual administração municipal e que os fatos estão sendo apurados e chegará a uma conclusão assim como foi no caso da Licitação da Xerox onde já se encontrou uma irregularidade no superfaturamento de 95%, e está passível de devolução o valor de R$ 51.523,85", afirmou Sivaldo

Confira os Inquéritos Civil  Instaurados:

Portaria 034/2014:  Trata do Suposto ato de Improbidade Administrativa decorrente de direcionamento e superfaturamento de licitação modalidade Pregão Eletrônico nº 026/2013, referente a locação de máquinas e veículos destinados à manutenção de serviços públicos essenciais para realização e gerenciamento de transporte, em que foi vencedora a empresa Locaserv Locação e Serviços Ltda;

  Portaria 065/2014: Trata do Suposto ato de Improbidade Administrativa decorrente de direcionamento de licitação na modalidade concorrência nº 002/2013, referente a contratação de empresa para prestação de serviços integrados de publicidade e propaganda para divulgação de atos e ações da municipalidade;

Portaria 068/2014: Trata do Suposta ato de Improbidade Administrativa por infração ao Princípio da Publicidade consistente em uso de símbolos e cores correlacionadas à marca de sua administração;

  Portaria 070/2014: Trata sobre o pagamento irregular de Gratificações e nomeações de pessoas para cargos inexistentes;

Portaria 073/2014:  Trata do suposto ato de Improbidade Administrativa referente a Irregularidades de derrubadas de árvores do Parque Euclides Dourado, bem como a destinação dada à madeira.

Uma das 5 denúncias publicadas no Diário Oficial do Estado


Vereador Sivaldo Albino (PPS)
O Ministério Público de Pernambuco, através da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, converteu em inquérito civil cinco denúncias do vereador Sivaldo Albino contra a administração do prefeito Izaías Régis. As Portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, dia 22 de outubro.

Em comunicado à imprensa o vereador do PPS, candidato a deputado nas últimas eleições, disse que ao longo do seu mandato tem  procurado cumprir fielmente o real papel do Vereador, que é legislar, reivindicar e fiscalizar as ações e aplicações dos recursos públicos pelo Poder Executivo. 

Ainda segundo o edil garanhuense, as declarações de Izaías de que as denúncias feitas por ele tendem a se esvaziar por falta de consistência, não são verdadeiras. "Mais uma vez nosso Gestor falta com a verdade para a população. O convertimento dos procedimentos preparatórios em inquéritos é a prova de que o Ministério Público de Pernambuco está atento as irregularidades da atual administração municipal e que os fatos estão sendo apurados e chegará a uma conclusão assim como foi no caso da Licitação da Xerox onde já se encontrou uma irregularidade no superfaturamento de 95%, e está passível de devolução o valor de R$ 51.523,85", afirmou Sivaldo

Confira os Inquéritos Civil  Instaurados:

Portaria 034/2014:  Trata do Suposto ato de Improbidade Administrativa decorrente de direcionamento e superfaturamento de licitação modalidade Pregão Eletrônico nº 026/2013, referente a locação de máquinas e veículos destinados à manutenção de serviços públicos essenciais para realização e gerenciamento de transporte, em que foi vencedora a empresa Locaserv Locação e Serviços Ltda;

  Portaria 065/2014: Trata do Suposto ato de Improbidade Administrativa decorrente de direcionamento de licitação na modalidade concorrência nº 002/2013, referente a contratação de empresa para prestação de serviços integrados de publicidade e propaganda para divulgação de atos e ações da municipalidade;

Portaria 068/2014: Trata do Suposta ato de Improbidade Administrativa por infração ao Princípio da Publicidade consistente em uso de símbolos e cores correlacionadas à marca de sua administração;

  Portaria 070/2014: Trata sobre o pagamento irregular de Gratificações e nomeações de pessoas para cargos inexistentes;

Portaria 073/2014:  Trata do suposto ato de Improbidade Administrativa referente a Irregularidades de derrubadas de árvores do Parque Euclides Dourado, bem como a destinação dada à madeira.

Uma das 5 denúncias publicadas no Diário Oficial do Estado