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quinta-feira, 18 de junho de 2026

PF mira Jaques Wagner em operação sobre Banco Master e cita apartamento de R$ 2,4 milhões

 



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta 18 de junho uma nova fase da Operação Compliance Zero e teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A investigação, que apura um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master, aponta suspeitas de que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição financeira.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as medidas, cita a suspeita de que Wagner tenha recebido um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões, além do uso gratuito de aeronaves ligadas ao empresário e ingressos de alto valor para shows realizados em Los Angeles.

As investigações também apontam a atuação de Wagner em temas de interesse do Banco Master, incluindo discussões relacionadas à chamada "Emenda Master", proposta que previa ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investidores.

Segundo a Polícia Federal, mensagens e contatos frequentes entre Augusto Ferreira Lima e o senador indicam que Jaques Wagner "não seria mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado".

A decisão menciona ainda que, em agosto de 2024, Augusto Ferreira Lima ligou para o senador e lhe encaminhou o texto da emenda. Os investigadores também destacam conversas sobre a operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), além de discussões envolvendo a estrutura acionária do banco e requerimentos em tramitação no Senado.

Além da suspeita sobre o apartamento, a PF investiga o suposto uso gratuito de aeronaves ligadas ao Banco Master e o recebimento de ingressos para apresentações em Los Angeles, que, segundo a decisão, teriam custado mais de R$ 63 mil e sido destinados à família do parlamentar.

Para a Polícia Federal, a frequência dos contatos e a natureza dos assuntos tratados sugerem uma relação voltada a interesses do grupo econômico investigado, e não apenas uma relação social.

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