domingo, 23 de setembro de 2018

Movimento LGBT + realizou passeata em Garanhuns


O movimento LGBT+ realizou um ato ontem, 22 de setembro, no centro de Garanhuns. A movimentação começou no largo Colunata  às nove da manhã e teve sua dispersão realizada no Parque Euclides Dourado. Esse ano o tema foi reflexão política, questão importantíssima, diante do atual cenário brasileiro, que vive uma das campanhas mais acirradas dos últimos tempos. "Não se trata de política partidária, mas sim defesa da democracia e da luta LGBT", disse um dos organizadores. No ano passado, a temática foi a polêmica da cura gay.

"Estamos sentindo um aumento das pessoas procurando o movimento. O mote é trazer fazer da arte um carro chefe contra a homofobia", frisou um participante.

 A passeata não contou com um público muito grande, mas chamou a atenção da população.  O périplo saiu do Colunata, pegou a charmosa  Rui Barbosa, e terminou no Parque Euclides Dourado. Neste último ponto houve apresentações artísticas.


NOTA À IMPRENSA
Nós, o movimento "Cores da Resistência" protagonizamos com primazia uma organização em prol das políticas publicas para a população LGBT+ e combate à homofobia em Garanhuns e cidades vizinhas. Nosso movimento é formado pela sociedade Civil de Garanhuns e região, mães de LGBTs, héteros aliados nas causas da diversidade, e profissionais da educação e do universo das artes. Somos um movimento suprapartidário, plural e autônomo. Hoje, nosso movimento já contempla sua segunda edição de paradas de rua em Garanhuns.  A primeira foi em 24 de setembro de 2017, onde lutamos contra a idéia de que homossexualidade é uma doença, algo que foi afirmado pela Organização Mundial de Saúde desde 1990.

 Neste ano contemplamos uma reflexão sobre a política publica atual, e o momento de pensar nas eleições como algo que garanta espaço para políticas públicas para a população LGBT de Garanhuns e região. Nosso segundo evento terá por título “II ato LGBT+ para resistir um voto de confiança”. 
Infelizmente no contexto atual do Brasil, e conseqüentemente em Garanhuns e região, presenciamos graves ataques tanto físicos quanto políticos para a população LGBT+. Ataques esses estimulados pelo discurso de ódio e,  pelo que interpretamos como pavor da ascensão de uma visão contra hegemônica e das minorias silenciadas por séculos atrás.

 Garanhuns vivia uma constante e silenciosa abertura a população LGBT, mas infelizmente em busca de capital eleitoral, muitos políticos aproveitam-se da fé e devoção alheia e se omitem das violências que sofremos, nos legando perseguições, retrocessos em políticas públicas, reforçando a uma "epistemologia do armário" permanente, excluindo e marginalizando a população LGBT e simpatizantes. Completando esse argumento é preciso dizer que a Homofobia não acontece apenas na população LGBT+, violenta também atinge as famílias desses LGBT+, aliados héteros defensores da causa e até héteros que não se adéquam ao que é socialmente aceito. Acreditamos que o pilar da sexualidade e do gênero é vasto, e que permite compreender tanto a visão patriarcal de mundo normativa de mundo,  como também possíveis outras visões de mundo, nossa visão é acolhera e inclusiva. 

Mesmo que digam que somos minoria, o fato é que existimos, fazemos parte dessa sociedade, somos tão cidadãos quando as pessoas héteras e cis, pagamos impostos, geramos economia como está registrado no ultimo  estudo, recentemente divulgado pelo Instituto Williams da UCLA School of Law e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). A noção de estado laico salvaguarda direitos e deveres que deveriam ser efetivados desde 1988, contudo  nada explica , o por que  da evasão escolar para travestis e transexuais 88%? O que explica a morte de pessoas LGBT+ a cada 19 horas no Brasil? O que explica o agravamento da violência familiar e abandono aos LGBT+? Truculência policial aos LGBT+? A não contratação, e informalidade no mercado de trabalho dos corpos trans e travestis? Falta de assistência em saúde pública aos LGBT+,  assistência psicológica de combate ao suicídio, e trabalho de combate a homofobia internalizada no ambiente familiar? As denúncias da ONU para o agravamento da Homofobia e Transfobia no Brasil são preocupantes. Quando se ocorre racismo, a família acolhe a criança vitimada, quando  ocorre abuso e machismo com as meninas, há consciência de combate e acolhimento. Mas quando se deparam pela com a violência homofobica e Transfobica, muitas vezes não há sequer apoio famíliar para as pessoas LGBT+. 

É preciso dizer que nosso papel não é destruir conceitos de família, destruir concepções religiosas, "impor" o que achamos, principalmente porque muitos de nós LGBTs são cristãos, possuem família, pagam impostos, trabalham, movimentam a economia, lotam as boates, e amam, mesmo que em segredo. Também nunca será nossa pauta pedir que as igrejas casem casais LGBT+, ou aceitem em suas doutrinas conceitos mais diversos de família e casamento. Isso fica a cargo de consciência de cada instituição religiosa, nesse quesito, houve casos de aceitação das igreja anglicana e sexualidade e do gênero é vasto, e que permite compreender tanto a visão patriarcal de mundo normativa de mundo,  como também possíveis outras visões de mundo, nossa visão é acolhera e inclusiva. 

Mesmo que digam que somos minoria, o fato é que existimos, fazemos parte dessa sociedade, somos tão cidadãos quando as pessoas héteras e cis, pagamos impostos, geramos economia como está registrado no ultimo  estudo, recentemente divulgado pelo Instituto Williams da UCLA School of Law e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). A noção de estado laico salvaguarda direitos e deveres que deveriam ser efetivados desde 1988, contudo  nada explica , o por que  da evasão escolar para travestis e transexuais 88%? O que explica a morte de pessoas LGBT+ a cada 19 horas no Brasil? 

O que explica o agravamento da violência familiar e abandono aos LGBT+? Truculência policial aos LGBT+? A não contratação, e informalidade no mercado de trabalho dos corpos trans e travestis? Falta de assistência em saúde pública aos LGBT+,  assistência psicológica de combate ao suicídio, e trabalho de combate a homofobia internalizada no ambiente familiar? As denúncias da ONU para o agravamento da Homofobia e Transfobia no Brasil são preocupantes. Quando se ocorre racismo, a família acolhe a criança vitimada, quando  ocorre abuso e machismo com as meninas, há consciência de combate e acolhimento. Mas quando se deparam pela com a violência homofobica e Transfobica, muitas vezes não há sequer apoio famíliar para as pessoas LGBT+. 

É preciso dizer que nosso papel não é destruir conceitos de família, destruir concepções religiosas, "impor" o que achamos, principalmente porque muitos de nós LGBTs são cristãos, possuem família, pagam impostos, trabalham, movimentam a economia, lotam as boates, e amam, mesmo que em segredo. Também nunca será nossa pauta pedir que as igrejas casem casais LGBT+, ou aceitem em suas doutrinas conceitos mais diversos de família e casamento. Isso fica a cargo de consciência de cada instituição religiosa, nesse quesito, houve casos de aceitação das igreja anglicana e luterana da Alemanha, ou caos negados como ainda o é pela maioria das igrejas cristãs do Brasil. Então é possível fazer considerações como: Não, Não somos contra a família tradicional, não somos contra as igrejas, não somos contra a visão religiosa cristã de mundo. O somos contra; é contra a violência, contra a exclusão, contra a opressão que nos coloca em lugar de não cidadãos, em lugar de  não gente.  

Nosso grupo visa o diálogo, a implementação das nossas diretrizes que contemplam temas como: Habitação e casas de acolhimento, saúde pública específica para LGBT+, preparação docente aos temas de sexualidade e gênero, inclusão das pessoas LGBTs no mercado de trabalho, fim da censura a arte, pautar a intolerância religiosa e diálogo com os lideranças religiosas e conservadoras, inclusão de pautas LGBT para pessoas com deficiência,  outras que demandas que debateremos ao logo de nossa construção coletiva com base da inclusão das pessoas LGBT+ na sociedade em combate contra a violência . Queremos as paz, queremos a harmonia social, queremos que nenhuma pessoa seja segregada e excluída por sua sexualidade e gênero. Nossa luta é pelo respeito, é para que pólos tão opostos possam se entender, para que nos vejam como gente que também necessitada de políticas públicas. É em nome do Amor que resistimos. Continuaremos nossa luta no dia 22 de setembro de 2018, a partir das 9 horas da manhã, na frente da colunata, de lá marcaremos na história de Garanhuns e região  esta luta por direitos civis.  


Assinado o Movimento LGBT+ Cores da Resistência



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