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segunda-feira, 27 de março de 2017

COMPAROU CRIANÇA A FILHOTE DE CACHORRO: Blogueira do Recife pode ser presa por comentários preconceituosos no Facebook contra bebê com Síndrome de Down


O delegado Paulo Rameh, da Polícia Civil de Pernambuco, vai pedir à Justiça a decretação da prisão da blogueira de moda recifense Júlia Salgueiro, por conta de comentários preconceituosos feitos por ela sobre a foto de uma criança com síndrome de down postada no Facebook essa semana.

A informação é do Diário de Pernambuco, que apurou que a imagem, de um bebê de 11 meses, postada na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down, recebeu mensagens críticas da blogueira.

A foto foi tirada durante evento voltado para crianças com Down, no sábado da semana passada, e postada pela tia do menino, a jornalista Juliana Preto, na terça-feira. A blogueira comparou as crianças a filhotes de cachorro e classificou o sexo praticado por pessoas com déficit de inteligência como “nojento”.

“É que nem filhote de cachorro. Lindos quando são pequenos, mas quando crescem só pensam em trepar” e “Vai ser um monte de filhote de toin toin” foram alguns dos comentários. Em outra postagem, na qual falava de séries televisivas, retomou o assunto. “Não vale aquela dos zumbis. Sei que apesar de ser muito filosófica, ela é nojenta (assim como sexo entre deficientes mentais)”, comentou. No mesmo dia, no Twitter, afirmou: “Essa galerinha com síndrome de Down tem um fogo na bacurinha desgraçado, né? Só falam em namorar e casar. Aff”.

A mãe da criança, a advogada Maria Cláudia Albuquerque, 28, e o pai, o empresário Heitor Durval, 25, prestaram queixa na sexta-feira. As declarações, apesar de terem sido excluídas pela blogueira, foram arquivadas pela família para serem usadas como prova em processo por danos morais.

“É um discurso de ódio disfarçado de opinião. Que sirva de lição e ela aprenda a pensar dez vezes antes de fazer qualquer comentário contra uma pessoa com deficiência novamente”, disse o pai em entrevista ao Diário.

A blogueira responde a inquérito por injúria qualificada, podendo pegar entre um e três anos de prisão. O crime é inafiançável, mas pode ser respondido em liberdade. "Segunda-feira, iremos colher o depoimento dela e, se for necessário, vamos ouvir outras pessoas”, afirmou o delegado.

O advogado de defesa de Júlia, Humberto Cavalcante, enviou nota à imprensa em que afirma: "O que vem sendo compartilhado não corresponde à realidade dos fatos. O que era um debate entre colegas de forma coloquial numa rede social foi mal interpretado de maneira diferente do real significado". O advogado afirma que sua cliente não é a favor do preconceito e defende minorias.

Com informações do www.tnh1.com.br

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