quarta-feira, 1 de junho de 2016

FIG AMEAÇADO: Irredutível,Izaías Régis reafirma que não vai contratar atrações para o FIG 2016, e oposição critica decisão


A denúncia de quatro vereadores da oposição ao MPPE acerca de suposto superfaturamento na contratação da banda Capital Inicial e da cantora Ana Carolina no FIG 2015, por parte do Governo Municipal de Garanhuns, continua tendo desdobramentos que vão além da investigação da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, que tem à frente o promotor Domingos Sávio Pereira Agra.  

O inquérito civil segue seu trâmite normal, ainda sem prazo para que seja dado um parecer definitivo, mas o imbróglio foi gerado porque o prefeito Izaías Régis vinha reiterando veementemente desde o mês passado que só iria contratar atrações para O FIG 2016 quando o MPPE desse um desfecho à questão do superfaturamento.  

À época da primeira afirmação de Régis nesse sentido, pensou-se que seria mais uma de suas declarações viscerais com prazo de validade efêmero e temporário, porém, mais de um mês depois, o Chefe do Executivo não só manteve a posição como continua irredutível na ideia de só contratar artistas para O Fig deste ano quando o MPPE se posicionar, mesmo com o promotor Domingos Sávio tendo assegurado que o inquérito sobre o superfaturamento não é impedimento legal para que a Prefeitura de Garanhuns contrate artistas para o evento.  "Eu tenho dito e reitero que nós só podemos contratar se a denúncia que teve dos vereadores da oposição nos acusando de superfaturamento nas contratações da banda Capital Inicial e Ana Carolina for concluída. Se o MPPE, até o momento da contratação não se pronunciar, e nos já estamos em conversas com três grandes atrações  nacionais, a Prefeitura de Garanhuns não contratará para o Festival de Inverno", disse Régis em entrevista à Rádio Jornal. O gestor ainda insinuou que a culpa para as não contratações deste ano seriam dos autores da denúncia, os 4 vereadores da oposição ( Sivaldo Nelma, Paulo Leal e Claudio Taveira).

Também em entrevista ao radialista Eduardo Peixoto, da Rádio Jornal, o promotor Domingos Sávio  colocou que não haverá tempo hábil para concluir as investigações até a segunda quinzena de julho, provável data da edição 2016 do Festival de Inverno de Garanhuns. O prazo para que se conclua um inquérito civil no MPPE é de um ano, podendo ser prorrogado quantas vezes se fizerem necessário. 

Com Izaías irredutível e com o Governo do Estado  contingenciando gastos e evidenciando que só vai contratar este ano atrações de Pernambuco, como descrito no edital convocatório lançado pela Fundarpe, o FIG 2016 pode ter uma das mais pobres grades de programação dos últimos tempos, com o risco inclusive, em permanecendo a atual situação, de ter apenas oito dias, ao invés dos 10 tradicionais. Os artistas ou grupos que estavam na mira da prefeitura, segundo o próprio Izaías, eram. Roupa Nova, Biquini Cavadão e José Augusto que, caso fossem contratados, se apresentariam no palco principal do FIG, nos dois dias do evento custeados pelo Governo Municipal.

OPOSIÇÃO REAGE  E CRITICA DECISÃO DE IZAÍAS RÉGIS 
Assim que tomou conhecimento da decisão de Régis de cancelar as contratações do FIG 2016 por conta da suposta demora das investigações do caso de superfaturamento, o líder da oposição, vereador Sivaldo Albino se pronunciou e fez duras críticas à posição do prefeito. 

"Nós não temos nenhuma culpa em que seja diminuído os dois dias do FIG. O prefeito não está satisfeito porque fizemos uma denúncia com fortes indícios de superfaturamento principalmente no show de Ana Carolina e ele queria que o MPPE desse já um parecer arquivando ou não nossa denúncia, mas o promotor está dentro de seu prazo. Quero lembrar aqui que duas pessoas ligadas ao prefeito já foram condenados por irregularidades e superfaturamento em shows sob a responsabilidade da  ACIAGAM, na qual o prefeito ficou à frente durante muitos anos, e ele em momento algum jogou a responsabilidade pra ninguém, não culpou ninguém e não cobrou agilidade no processo. Se ele não tivesse o que temer com certeza iria contratar normalmente as atrações. Quero também lembrar que o prefeito acabou com o Garanhuns Jazz Festival e não tinha denúncia da oposição. O Moto Fest ele se negou a dar o patrocínio e o evento acabou, assim como a Jovem Guarda. O prefeito pensa pequeno. Quem perde com isso não são os vereadores, nem a oposição mais é a população de Garanhuns," disse o vereador. 

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