sexta-feira, 4 de março de 2016

EX-PRESIDENTE INVESTIGADO: Lula é alvo da nova fase da Operação Lava Jato e é obrigado a depor nesta sexta, 03/03, à Polícia Federal

Um dia após o vazamento de uma suposta delação premiada do senador Delcídio Amaral, a Polícia Federal está cumprindo mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila. De acordo com informações do jornal Folha de S Paulo, carros da Polícia Federal chegaram à casa de Lula em São Bernardo do Campo às 6h e ainda estariam no local. A casa do filho do ex-presidente, Fábio Luiz, o Lulinha, e a sede do Instituto Lula, em São Paulo, também seriam alvos da 24º fase da Operação Lava Jato. Segundo informações da Agência Estado, há mandado de condução coercitiva contra Lula e contra o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto.


A operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, 4, com base em investigações sobre a compra e reforma de um sítio em Atibaia frequentado pelo petista, o fato de sua mudança ter sido transportada para o local e a relação desses episódios com empreiteiras investigadas na Lava Jato, além da relação dele com um tríplex no Guarujá reformado pela OAS.

A operação foi batizada de Aletheia em referência a expressão grega que significa busca da verdade. Segundo a Polícia Federal, cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a depor e liberada em seguida. As medidas estão sendo cumpridas no estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

São dois mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, cinco de busca e apreensão e um de condução coercitiva em Salvador. No estado de São Paulo, maior alvo das investigações, estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e dez de condução coercitiva. As medidas ocorrem na capital paulista e nas cidades de São Bernardo do Campo, Diadema, Guarujá, Santo André, Atibaia e Manduri.

A última fase da Lava-Jato ocorreu em 22 de fevereiro, quando a PF prendeu o marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula, João Santana, além da mulher dele, Mônica Moura. O casal é suspeito de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras. O publicitário baiano comandou as campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e a campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

Delator-bomba
Nessa quinta-feira, a revista Istoé publicou reportagem que fala que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) incrimina Dilma e Lula no petrolão. Relata que ela sabia de tudo sobre a compra de Pasadena, que deu prejuízo milionário à Petrobras. Afirma que a presidente nomeou um ministro do STJ com a missão de soltar presos da Lava-Jato. E acusa Lula de ser o mandante do pagamento de suborno à família de Cerveró. O acordo de delação premiada para que o parlamentar seja ouvido ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Atônito, o governo convocou reunião de emergência e tentou desqualificar as denúncias. Em nota, Delcídio não confirmou as acusações, mas também não negou ter feito a delação. A oposição quer usar o depoimento do parlamentar petista para reforçar o pedido de impeachment contra a presidente. A informação mais recente é de que Lula foi levado pela PF para o aeroporto de Congonhas. A dúvida é se ele será ouvido no próprio aeroporto ou se será encaminhado para Curitiba, quartel-general da Lava Jato.

Da redação do Diário de Pernambuco, com agências

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