sábado, 26 de setembro de 2015

Impasse de mais de 2 meses entre Governo e Policiais Civis de PE pode chegar ao fim nesta terça (29/09)

Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol, vai comandar assembleia na próxima terça


A operação padrão de agentes e escrivães da Polícia Civil pode chegar ao fim na próxima terça-feira, quando a categoria realiza uma assembleia para analisar a contraproposta feita na última quinta-feira pelo governo do Estado. O documento é uma resposta a pedidos como a elaboração de um plano de cargos e carreiras e de uma nova Lei Orgânica para a corporação, além da concessão de benefícios como auxílio transporte.

Há pouco mais de dois meses, em protesto contra o que consideram más condições de trabalho, os policiais deixaram de aderir ao Programa de Jornada Extra e Serviço (PJES) do governo, o que causou uma diminuição no efetivo nas delegacias. Como reflexo, o governo do Estado afirma que o número de prisões diminuiu em 15% e a identificação da autoria de homicídios caiu em 58% apenas no mês de julho, quando foi deflagrado o movimento. Os policiais alegam que não conseguem trabalhar com déficit de 50% no efetivo, além de falta de estrutura nas delegacias.

Após oito rodadas de negociação com a categoria, o governo concordou em montar o grupo de trabalho para a elaboração do novo plano de cargos e carreiras, além da Lei Orgânica. Três membros da administração e cinco do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) terão 90 dias para entregar o esboço do projeto. O Estado, no entanto, deixa claro, no documento entregue ao Sinpol, que reajuste salarial para os policiais está descartado até que a crise econômica passe e o governo consiga o mínimo de equilíbrio fiscal. Outro benefício concedido será o auxílio transporte de R$ 300 já a partir do mês de outubro, além do decreto governamental que deverá regulamentar o regime de progressão dos policiais na carreira.

Para o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, a contraproposta do governo está longe de ser a ideal. “Tem alguns avanços, mas não no essencial. Vamos reunir a categoria e ver, na próxima terça-feira, o que ela vai decidir”, explica. A assembleia será às 18h, na sede do Sinpol, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

Há duas semanas, o governo chegou a um acordo com os delegados de polícia, que também tinham desistido de participar do PJES. O principal item é a promulgação, por parte da Assembleia Legislativa, de uma lei que defina as regras do próximo concurso público para delegado, além de transformar o cargo em carreira jurídica de Estado, o que daria garantias semelhantes às que têm juízes e procuradores. “Estamos cumprindo a nossa parte do acordo e esperando que o governo cumpra a dele”, informa o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Francisco Rodrigues.

O secretário estadual de Administração, Milton Coelho, afirma que a proposta feita aos agentes e escrivães foi boa dentro do cenário de crise econômica que o Estado enfrenta. “Estamos confiantes de que a deliberação da categoria vai ser positiva e a normalidade vai voltar aos trabalhos da Polícia Civil. Reajuste salarial está fora da pauta, pois é uma ação que a Lei de Responsabilidade Fiscal não nos permite”.

Fonte: JC Online

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