terça-feira, 21 de julho de 2015

FIG 2015: Projeto Pernambuco Sonoro, Rivotrill e a garanhuense Street Jazz Band deixam público de queixo caído com 3 belos shows no Palco Instrumental

Pernambuco Sonoro abrilhantou segundo dia
 de apresentações no Palco Instrumental

Três atrações de altíssimo nível se apresentaram neste domingo (19/07) no Parque Ruber Van Der Linden fechando a primeira fase da programação do Palco Instrumental, que volta na próxima quinta-feira (23/07) dentro das atividades do 25º Festival de Inverno de Garanhuns.

O primeiro grupo a subir no palco foi banda garanhuense Street Jazz Band. Criada às pressas em 2008 para participar do Garanhuns Jazz Festival, o grupo se consolidou ao longo dos anos tendo à frente o talentoso maestro saxofonista Jaziel Leite Ferreira. O grande barato do Street Jazz Band é que os caras tocam de maneira itinerante, ou seja, no meio da plateia permeando uma interação incrível e simbiótica. Domingo não foi diferente. O grupo surpreendeu o bom público presente fazendo uma espécie de rodinha de jazz, bem ao estilo das bandas norte-americanas do início do século passado, mais conhecidas como dixies. Agradaram muito. Jaziel e sua trupe são fantásticos e ainda vão dar muitas alegrias a Garanhuns, já que não deixam nada a desejar em relação aos principais expoentes do jazz do país.
Street Jazz Band fez o que mais gosta: tocar junto da galera

A segunda atração da noite foi um trio de renomados instrumentistas pernambucanos que se juntaram para dar vida ao projeto intitulado Pernambuco Sonoro. A formação apresenta o fantástico violonista Henrique Annes, o acordeonista Beto Hortis e o bandolinista Marco César, além de um outro músico que deu uma maravilhosa sonoridade no pandeiro. Pernambuco Sonoro magnetizou o público presente com grandes canções autorais de Marco César, de Beto Hortis, e principalmente de Henrique Annes. A apresentação foi encerrada apoteoticamente com a execução de um frevo composto por Beto Hortis especialmente para homenagear o grande sanfoneiro garanhuense Dominguinhos. 

Já passava das 20 horas quando o grupo Rivotrill entrou em cena. A ocasião foi carregada de emoção e nostalgia, pois os três músicos estavam se reencontrando naquele palco pela primeira vez após 3 anos sem tocarem juntos. A ansiedade da (re)estreia se dissiparia já na primeira música quando o trio composto pelo percussionista Lucas dos Prazeres, o flautista Júnior Crato e o baixista Lucas Crasto foi ovacionado pelos espectadores de olhares atentos e extasiados.


O repertório de Rivotrill para a apresentação no Palco Instrumental foi baseado no primeiro disco do grupo, Curva de vento (2007) e apresentou, ainda, duas músicas do novo disco (previsto para ser lançado em 2017, comemorando uma década do primogênito), chamadas Cid, o menino que escalava montanhas e Cratos (ou Kratos, ou Kratus… a grafia do nome ainda está sendo definida pela banda), uma música de Luiz Gonzaga e outra de Geraldo Vandré. Uma mistura que fez o trio incursionar tanto em uma leve retrospectiva como deliciar um público com um sabor de novidade.

 “Além do amor que existe entre nós, existe a admiração mútua de um pelo talento do outro. E isso é maior do que qualquer ensaio. E também a resposta do público, que foi maravilhosa. E isso só vem mostrar a gente que a música, essa magia da música que toca as pessoas, essa festa é uma vivência que vai além do palco, que deve se estender ao público", contou Lucas dos Prazeres, após o show.


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