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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

MPPE orienta profissionais da educação de Angelim sobre como agir em casos de atos infracionais e indisciplinares nas escolas

07/12/2017 - Para orientar professores, educadores, diretores e responsáveis por estabelecimentos de ensino na cidade de Angelim, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça Larissa de Almeida Albuquerque, expediu recomendação para os profissionais da educação do município. A recomendação lista as atitudes que devem ser tomadas em caso de atos infracionais ou atitudes de indisciplina dentro das unidades de ensino das redes públicas estadual e municipal.

O ato infracional deve ser analisado pela direção da escola, com base na sua gravidade, a fim de que seja realizado o encaminhamento correto. Verificados os casos de maior gravidade, estes devem ser levados ao conhecimento da autoridade policial, para que esta providencie a elaboração de boletim de ocorrência e a requisição dos laudos necessários à comprovação da materialidade do fato, requisito imprescindível no caso de instauração de processo contra o adolescente e aplicação de medida socioeducativa.

Entre as ações que devem ser observadas como atos infracionais graves estão lesão corporal, homicídio, porte para uso ou tráfico de entorpecentes, porte de arma, porte de explosivo ou bomba caseira e dano intencional ao patrimônio público ou particular.

O ato infracional não poderá ser narrado de modo genérico e se faz necessária a identificação completa do adolescente (nome, filiação, data de nascimento e endereço completo). O fato deve ainda ser relatado na Delegacia de Polícia Civil, de modo específico, indicando a data, horário, local, o nome das vítimas, agredidos ou ameaçados, ainda que verbalmente, ou eventuais danos causados ao patrimônio da escola ou de terceiros na apuração de atos infracionais praticados por adolescentes. Além disso, também deve constar a indicação de testemunhas mediante expedição de ofício circunstanciado do fato.

Se o ato infracional for praticado por criança (pessoa com até 12 anos completos), os fatos devem ser encaminhados ao Conselho Tutelar, na respectiva área geográfica em que residam os pais ou responsáveis pelos alunos.

Já nos casos de comportamento irregular e indisciplina, estes devem ser apreciados na esfera administrativa da escola, aplicando as sanções previstas no regimento escolar, ou em último caso, encaminhados ao Conselho Tutelar e ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) ou Centro Especializado de Assistência Social (CREAS).

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