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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Espécie rara de porco-espinho ameaçada de extinção é achada em Garanhuns

Presença do porco-espinho ameaçado de extinção era descrita, em
Pernambuco, apenas em matas de Sirinhaém e Igarassu

Um registro inédito revelou a presença de um coandumirim (Coendou speratus), espécie de porco-espinho ameaçada de extinção, num trecho de Mata Atlântica do município de Garanhuns, Agreste pernambucano. Uma bela surpresa da natureza, uma vez que a descoberta amplia a distribuição geográfica do mamífero. 

Até dez anos atrás, a literatura científica descrevia a Mata do Tauá, Boca da Mata, Mata do Xanguazinho e Mata da Barragem, em Sirinhaém, e o Refúgio Ecológico Charles Darwin, em Igarassu, como os únicos habitats naturais desse mamífero em Pernambuco.

Essas manchas verdes compõem o Centro de Endemismo do Estado, floresta Atlântica nordestina situada ao norte do rio São Francisco, distribuída pelos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. A certeza de que se trata do mesmo porco-espinho descrito em 2007 veio após serem comparadas as características diagnósticas do animal.

As espinhas dorsais, por exemplo, são compostas de três cores (amarelo na base, preto no meio e avermelhado ou laranja nas pontas), os pelos são curtos e acastanhados e as orelhas são planas e arredondadas, com fios negros de ponta amarela. Como prova dessa descoberta foram colhidos alguns espinhos que, hoje, compõem a coleção de mamíferos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

O registro, ao ampliar a faixa geográfica do animal, fornece novos dados sobre a espécie, ainda pouco estudada devido à sua limitada distribuição na natureza. O animal, um macho adulto, ganhou vida livre numa área de 40 hectares de floresta preservada, no município de Brejão, vizinho a Garanhuns.

Os resultados desse achado, feito por pesquisadores da Unidade Acadêmica de Garanhuns/UFRPE junto ao 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros do município, serão publicados em artigo aprovado pela revista periódica Check List. 

Embora não se saiba os reais motivos que expliquem o porquê da aparição inusitada, os estudiosos apontam algumas hipóteses. Entre elas, a de que a migração pode ser reflexo da pressão humana nas áreas de ocorrência natural desses animais. “Vale ressaltar que, mesmo que o Coandu tenha sido capturado em uma mata inserida no perímetro urbano, Garanhuns é uma cidade cercada por montanhas cobertas de vegetação natural, provável origem dessa espécie”, pondera um dos estudiosos que escreveu o artigo, Wallace Telino Junior. 

O município está localizado no Planalto de Borborema, considerado um brejo de altitude (florestas úmidas de Mata Atlântica em meio ao ecossistema seco da Caatinga).

Com informações da Folha de Pernambuco

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