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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ARTIGO DE BIA NÓBREGA: Lei federal instituiu 30 de agosto como Dia do Perdão; conheça os quatro passos para o perdão incondicional


Por Bia Nobrega

No dia 30 de agosto é celebrado o dia do perdão. Muitos, infelizmente, desconhecem que o quanto está implícito no ato de perdoar. E esse gesto de amor, que muitos ainda relutam em praticar, resulta em uma enorme paz interior e também a todos ao redor. Além disso, está comprovado que a atitude impacta positivamente na qualidade de vida.

E isso não é puro achismo. De acordo com pesquisadores da Universidade do Tenessee, as pessoas tendem a se sentir menos hostis, irritadas e chateadas quando param de se vingar e perdoam, melhorando inclusive a qualidade de sono, tensão, raiva e fadiga, e de acordo com o Journal of Behavioral Medicine, as pessoas capazes de perdoar incondicionalmente vivem por mais tempo do que aquelas que perdoam mediante alguma condição, por exemplo, um pedido de desculpas.

Todos nós queremos ter valor e ser valiosos para nossa família, amigos, e também nas relações acadêmicas, trabalho, ou na sociedade em geral. Portanto, quando alguém aparentemente invalida, ignora ou subestima a nossa importância, anulamos a percepção de valor e passamos a desejar vingança contra aqueles que nos desvalorizaram.

Mas e se você reconhecer que o outro não tem a mesma noção de correto, ou entender que esperei um comportamento que eu teria, e que isso tem tudo a ver comigo e não com ele? E se, por fim, eu for capaz de compreender que não tenho como controlar, avaliar ou deduzir como o outro vai agir ou reagir ou o que ele vai sentir? Assim como você, o outro só fez aquilo que estava ao alcance dele, ou o melhor que ele tinha para fazer naquele momento. Egoísmo? Aceitação? Afinal, cada um traz uma história e marcas diferentes.

E não há como voltar no tempo. Só aprender e não repetir os mesmos erros e se autorresponsabilizar pelo que sente é o primeiro passo, ou seja, o "ele(a) me magoou" deve dar lugar para o "eu estou magoado(a)".
O segundo passo é nutrir o sentimento de compaixão compreendendo que nós podemos também errar, assim como aconteceu com o outro.

O terceiro passo é querer verdadeiramente perdoar, com todo o seu amor e aceitar que ele não teve culpa pelo mal que lhe causou.

O quarto passo é escolher se retoma o convívio com quem o magoou ou se simplesmente descarta essa relação porque ela não lhe serve mais.

Enfim, o perdão nos possibilita deixar o passado para trás e viver uma vida mais leve, feliz e satisfeita, mesmo com e apesar de tudo que aconteceu e nos confere autonomia emocional para escolher e modificar nossos caminhos, independente de fatores externos.

Portanto seja inteligente, perdoe e seja mais feliz.

*o artigo também é baseado nos aprendizados adquiridos nos processos de Coaching e com Heloísa Capelas, uma das maiores especialistas em inteligência comportamental no Brasil.

Sobre Bia Nóbrega 

É coach, mentora, palestrante e atua há mais de 19 anos na Área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores. Graduada em Psicologia pela USP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV-SP, possui diversos cursos de formação, certificação e atualização. Liderou projetos de clima e cultura, estratégia, políticas, programas e práticas de RH, desenvolvimento organizacional, gestão de talentos e desenvolvimento de liderança. É afiliada à International Coach Federation (ICF), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Associação Brasileira de Treinamento & Desenvolvimento (ABTD) e Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e coautora do livro "Mapa da Vida" - Editora Ser Mais. Possui mais de 500 horas de atendimento em coaching executivo, carreira e vida. Para saber mais, acesse o canal no youtube: www.youtube.com/BiaNóbregaCoach

SOBRE O DIA DO PERDÃO

 O presidente Michel Temer (PMDB) sancionou em abril deste ano, a Lei 13.473/2017, que institui o Dia Nacional do Perdão, a ser celebrado anualmente no dia 30 de agosto. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O projeto que deu origem à lei é de autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), que teve o filho Ives sequestrado e morto, aos 8 anos, em 30 de agosto de 1997. Depois de conhecer os assassinos do filho, a deputada e o seu marido, Masataka Ota, decidiram perdoá-los.
Keiko Ota e o marido, Masataka, participam de protesto contra a violência
em 2000 e homenageiam o filho assassinado três anos antes
Foto: JJ Leister/Estadão (7/7/2000)

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