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sexta-feira, 14 de julho de 2017

PÓS TRAGÉDIA: queda de prédio deve servir para uma mudança de paradigma da Administração Pública Municipal e sociedade de Garanhuns



As tragédias servem para que?  Essa pergunta é inevitável quando nos deparamos com um desastre das dimensões do ocorrido na última segunda, 10 de julho, em Garanhuns. O questionamento deve permear a mente da Administração Pública Municipal de Garanhuns, do Ministério Público, das instituições e de nós, enquanto sociedade, sob pena de voltarmos a ver nossa bela cidade no mapa de mortes anunciadas.

No que se refere especificamente ao Governo Municipal de Garanhuns, é importante que seus gestores tenham a sensibilidade de entender que nada mais deve ser como antes, após aquele fatídico 10 de julho. Tanto a Defesa Civil quanto a Secretaria de Obras devem aproveitar o momento para adotar uma mudança de paradigma reformulando profundamente suas formas de atuação. O que vai ocorrer quando o luto passar? As chuvas continuam e é preciso mais do que nunca redobrar os cuidados e a fiscalização. Não podemos esperar o próximo desabamento para fazer alguma coisa.

A Defesa Civil, acusada de omissão por um dos moradores, deveria ser robustecida com mais estrutura e pessoal para dá conta da imensa área urbana de Garanhuns. Já a Secretaria de Obras deve repensar a forma como concede suas licenças de construção.  Não é possível que as pessoas continuem construindo em  áreas de risco como se fossem lugares seguros. Não menos importante é a obrigatoriedade de um estudo geológico do solo em qualquer tipo de construção, sendo esse o documento principal para a concessão de uma licença. 

A chuva em Garanhuns já chega a quase 700 milímetros e a atenção quanto a terrenos úmidos deve ser diuturna e perene, como perene tem sido as precipitações nos últimos dois meses. De acordo com o Jornal Folha de Pernambuco, dois dias antes do prédio vir abaixo uma casa já havia caído em um bairro pobre de Garanhuns (Clique AQUI e veja. ), outras estão prestes a cair, então não podemos esperar o próximo desabamento para fazer alguma coisa. Não podemos dormir tranquilos enquanto vidas correrem perigo.

Que a tragédia do 10 de julho nos force a sair da zona de conforto e que possamos criar mecanismos e uma nova mentalidade capaz de impedir, ou pelo menos diminuir, as possibilidades de novas ocorrências dessa natureza.  Angustiante é saber que, no caso de Garanhuns, o prédio moribundo e doente deu todas as dicas de que cairia, mais cedo ou mais tarde, e ninguém fez nada para evitar que isso ocorresse. Esse peso na consciência carregaremos para sempre. 

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