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terça-feira, 11 de julho de 2017

Polícia Civil começa investigação para apurar causas do desmoronamento de prédio que matou duas pessoas em Garanhuns e Defesa Civil nega que tenha recebido pedido de vistoria do imóvel nos últimos seis anos

Morador recolhe pertences nesta terça, 11 de julho, entre 
os escombros de prédio que caiu e matou dois em Garanhuns

Foram iniciadas na manhã desta terça-feira, 11 de junho, as investigações sobre as causas que levaram um edifício de seis apartamentos residenciais na Rua Desembargador João Paes, no bairro Aluísio Pinto, em Garanhuns, a ruir matando duas pessoas. A apuração do caso ficará a cargo da Polícia Civil. Segundo o delegado Patrick Dias, o Instituto de Criminalística (IC) já iniciou nesta terça o trabalho de perícia na área onde ocorreu a tragédia.

De acordo com matéria publicada no Diário de Pernambuco, os problemas com o residencial começaram em 2008, quando o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PE) notificou a obra porque era feita sem um engenheiro responsável técnico. Na época houve um desmoronamento em um dos três blocos do condomínio.
Edval temia que pior acontecesse e estava
 prestes a se mudar quando foi soterrado

Ainda segundo informações repassadas para o Crea, atrás dos blocos também foi construído um muro de arrimo porque a área é íngreme. Essa obra também exige a contratação de um engenheiro. Por isso o órgão vai investigar se uma possível contratação de um profissional após a notificação foi para acompanhar o muro ou a obra dos três prédios do residencial.

No organograma da investigação para apurar possíveis responsáveis, o Crea tem a função de verificar se a obra foi feita com profissional habilitado e se a a empresa tinha registro no referido órgão fiscalizador. Já a Polícia Civil vai investigar se houve imperícia ou imprudência na obra ou na manutenção do prédio. Os outros dois blocos foram interditados nesta terça pela Defesa Civil. 
Famílias deixam complexo de apartamentos onde ocorreu o desabamento

Em nota, a Defesa Civil de Garanhuns negou a informação de diversos moradores do bloco residencial de que um engenheiro da Prefeitura teria vistoriado o imóvel duas semanas atrás. Declarações nesse sentido foram divulgadas ao longo de todo dia de ontem por tvs, blogs e rádios, ancorada nos depoimentos de algumas pessoas residentes no local.

Na nota o coordenador da Defesa Civil do município, Thiago Amorim, esclareceu que foi realizada uma inspeção predial há cerca de seis anos no prédio que desabou. Ainda segundo ele, foi solicitado ao responsável pelo imóvel que procedesse alguns itens de manutenção da edificação com o objetivo de conservar e recuperar a capacidade funcional. Tiago também ressaltou que, após o período citado anteriormente, não foi informado formal nem informalmente nenhum pedido de vistoria do engenheiro técnico responsável. Um procedimento interno da prefeitura foi aberto nesta terça, 11 de junho, com o objetivo de fazer um levantamento de toda a documentação relativa a obra. 
Antônio Arcoverde se queixou de rachaduras e
 infiltrações e procurava novo local para morar

Mesmo antes de a prefeitura, o Crea ou a Polícia Civil, emitirem uma opinião mais conclusiva sobre o assunto, uma coisa já é possível deduzir. O desabamento não foi uma mera fatalidade e o prédio tinha problemas estruturais graves e aparentes que assustavam os moradores. Alguns disseram que o terreno onde foi erguida a edificação tinha alta incidência de minações e até um riacho corria perto. Já parentes das vítimas fatais afirmaram que as paredes dos apartamentos apresentavam rachaduras e infiltrações e que, tanto Edval Soares como Antônio Arcoverde, tinham medo do que pudesse acontecer.  Os dois, inclusive, estariam procurando lugar para morar quando a tragédia impediu que eles desocupassem a precária moradia a tempo de escaparem da morte.

 Já o economista João Tavares, que morava no térreo do prédio que caiu, deu declarações à imprensa afirmando que há cerca de duas semanas um engenheiro, que segundo ele seria da Prefeitura de Garanhuns, teria ido ao local e garantido que o conjunto habitacional era seguro. João perguntou ao suposto engenheiro se, mesmo com as rachaduras e infiltrações, ele moraria com a família lá, o que o engenheiro teria dito que sim. O economista só não foi mais uma das vítimas da tragédia do dia 10 de julho porque viajou com a família para a Bahia um dia antes do prédio ruir e sobreviveu. 

Izaías Régis

Publicação feita hoje no JC mostra o prefeito Izaías Régis tecendo considerações sobre o ocorrido. Segundo a versão online do jornal, Régis teria dito que a chuva contribuiu e muito para a tragédia, haja vista chover praticamente sem parar há cerca de 60 dias em Garanhuns. "Como o solo da área é barroso e o terreno fica no final de um morro, pode havido uma acomodação", frisou o festor.  Ainda segundo o prefeito, na construção, parte da obra desabou sendo reconstruída pelos próprios moradores. 



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