quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Onda de assaltos e tentativas de estupro levam medo e insegurança a alunos da UFRPE em Garanhuns

Campus da UFRPE em Garanhuns

Em março deste ano, o blog V&C, instado por alunos da UAG, a unidade da UFRPE em Garanhuns, abordou o problema da falta de segurança no campus e nos seus arredores. Naquela ocasião, a preocupação da comunidade acadêmica era quanto a uma série de assaltos ocorridos nas ruas que dão acesso ao campus. (Avenida Bom Pastor, e rua que fica por trás da faculdade). Seis meses depois, a situação, além de não ter sido resolvida, se agravou. Os roubos, que eram ocasionais, passaram a ser quase diários. Como se não bastasse tamanha sensação de insegurança, um novo temor paira sobre a UAG. Um indivíduo desconhecido, aparentando ter entre 40 e 50 anos e, segundo testemunhas, dirigindo um Celta grafite, tem tentado atacar e estuprar alunas aumentando o medo de todos que frequentam aquela instituição de ensino.


O primeiro relato de tentativa de estupro, tendo como personagem o homem do celta grafite, data do último dia 06 de setembro e teve como vítima  Ana Lúcia Teodoro. Ela mesmo  narrou os momentos de pânico que viveu na manhã daquela véspera de feriado.  "Um celta grafite me perseguiu hoje pela manhã. Ele chegou a entrar na Universidade atrás de mim. Graças a Deus não aconteceu nada de pior, mas tive muito medo, pois o homem estava nu e dizia palavras obscenas," escreveu Ana Lúcia em uma rede social. 

Os dias seguintes à primeira tentativa de ataque foram de medo entre os discentes e professores. Ontem, 15 de setembro, mais duas alunas sofreram tentativa de estupro, sendo uma de manhã e a outra à noite. Segundo relatos, a descrição dada pelas vítimas bate com as características do caso anterior e o modus operandi é o mesmo. O homem se aproxima em um celta grafite. Após isso, o suposto tarado para o carro e, com o órgão genital de fora, tenta agarrar seu alvo. Uma das abordagens do dia 15 ocorreu na rua que fica por trás da faculdade e a outra se passou próximo ao restaurante de dona Lu.

Nota de repúdio do DCE
Nos dois casos acima, assim como no do dia 07 de setembro, o suposto maníaco não conseguiu êxito. Mas até quando a comunidade acadêmica vai permanecer refém do medo, contando apenas com a sorte e não com medidas efetivas que ponham fim a essa sensação de insegurança? Quando as autoridades com poder de decisão para resolver o problema vão agir mais incisivamente para garantir o livre direito de ir e vir dos que frequentam diariamente a UAG?  Não se sabe, mas o DCE não pretende pagar pra ver e publicou uma nota de repúdio contra a falta de segurança no campus, exigindo providências imediatas, tais como mais iluminação e mais policiamento. "Levamos a demanda até à direção, mas pouco foram os resultados. As luzes queimadas foram trocadas e a cavalaria da PM foi acionada, entretanto, além de a quantidade de postes ser insuficiente, alguma das lâmpadas voltaram a queimar e ainda não foram substituídas. Com isso o problema só se agrava," diz parte da nota de repúdio do DCE/UFRPE. 

Além da nota, o DCE está organizando uma audiência pública marcada para o próximo dia 24. O ato, que acontecerá às 16 horas no auditório do prédio 3, ou em outro local a ser definido, deverá contar com a participação da comunidade acadêmica, das autoridades competentes e da imprensa. 

"A falta de segurança ronda o nosso campus. Estamos com medo, afinal foram 3 tentativas de estupro em pouco mais de uma semana e duas delas no mesmo dia. Se as colegas não fossem socorridas teriam sido vítimas de violência sexual.  Sem contar os assaltos à mão armada, 3 só esta semana.  Para piorar, a iluminação nos arredores é precária; só existe uma guarita e mesmo assim fica livre para qualquer um entrar na UAG. Peço à polícia que investigue esse desconhecido e que o prenda. É um Celta cinza, com placas não anotadas. Um homem branco aparentando ter entre 40 e 50 anos. Apelo também para as pessoas que forem vítimas de assaltos ou dessas tentativas de estupro no campus ou em seus arredores que acionem a polícia e não deixem de fazer um boletim de ocorrência", desabafou a universitária Marilda Amâncio Galdino, aluna do curso de Veterinária da UFRPE em Garanhuns, em contato com o V&C.

Relato de uma das vítimas de tentativa de estupro na UAG





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