quinta-feira, 23 de julho de 2015

23 DE JULHO: Há dois anos morria Dominguinhos; filho Mauro falou com o V&C sobre a data. Confira

José Domingos de Moraes, Dominguinhos

Dia 23 de julho é uma data marcante para a cultura pernambucana. Se por um lado festejamos a propagação e preservação das diversas formas de arte através do Festival de Inverno, por outro, nos sentimos nostálgicos ao relembrar a perda de dois grandes artistas. Ariano Suassuna faleceu há um ano, e foi em um 23 de julho de 2013 que Dominguinhos nos deixava, aos 72 anos, vitimado por complicações de um câncer de pulmão.

Apesar da boa iniciativa da Prefeitura de Garanhuns, que em uma demonstração de sensibilidade, mantém viva a memória do filho ilustre através do Festival Viva Dominguinhos, das Rodas de Sanfona, da mudança do nome da Praça Guadalajara em sua homenagem e do translado do seu corpo de volta para o seu aconchego, o homem faz uma falta... Ahh se faz.

Não estamos falando apenas da sua genialidade como sanfoneiro e grande compositor. Esta permanece viva, eternizada na vasta obra musical que ele nos deixou. A falta a que nos referimos é a do bom sujeito, do homem humilde, simples que nunca deixou o sucesso subir à cabeça. É daquela gargalhada brejeira, gostosa, daquele jeito matuto de cantar as coisas do Nordeste. Enfim, sentimos falta do José Domingos de Moraes, pessoa física. E se essa lacuna é impreenchível para nós, que pouco convivíamos com ele, imagine para Mauro Moraes, seu filho.

Em contato com o V&C nesta quinta-feira, 23 de julho, Mauro, que parece ter herdado a mesma generosidade do pai, falou sobre a saudade que sente. "Hoje é um dia de muita tristeza pois faz dois anos que perdi meu pai. Um grande músico, um grande compositor, alguém de uma simplicidade incrível e que respeitava muito todas as pessoas. Como pai, foi maravilhoso. Sinto muita falta de ouvir sua voz pois falava com ele toda semana. Onde ele estiver, sei que está olhando por nós", disse o filho de Dominguinhos, que atualmente mora no Rio de Janeiro.

 É Mauro. Perdemos nós, ganhou o céu. Se lá tiver pé de Juazeiro, é debaixo dele que seu pai deve estar agora, tocando sanfona, animando os forrós celestiais, do mesmo jeitinho que fazia todo mês de dezembro, em Exu, na casa de Luiz Gonzaga, nos aniversários de nascimento do Rei do baião. Foi em uma destas oportunidades que tive a honra de conhecê-lo. 23 de julho de 2015. Apesar da animação do Festival de Inverno de Garanhuns, que segue a todo vapor na sua terra natal, o que temos pra hoje, Dominguinhos, é saudade.


CONFIRA O VÍDEO COM O DEPOIMENTO DE MAURO MORAES, GRAVADO COM EXCLUSIVIDADE PARA O V&C

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