quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sítio Macuca faz São João tradicional e atrai visitantes


Em tempo de megafestas juninas – como as de Caruaru, Gravatá, Arcoverde, Campina Grande – não custa nada fazer um registro para o São João do Sítio Macuca, em Garanhuns,  que já virou uma tradição do município, localizado a 230 quilômetros do Recife. Para os que não lembram: o Boi da Macuca é um grupo cultural do agreste que foi o responsável pela introdução do forró no carnaval de Olinda, em 1989. Com zabumba, triângulo e sanfona, um pequeno número de pessoas subia e descia as ladeiras, enfrentando os metais do frevo com seu som regional e sertanejo. Depois, quando deixava as ruas, seus brincantes improvisavam forró sob as barracas da Praça do Carmo, também chamada de Praça da Preguiça, um dos focos da folia olindense.

Desde então, o Boi da Macuca marca presença não só no Recife como em Olinda. Depois dele, outros grupos também começaram a levar o forró para o carnaval das duas cidades, fazendo dele uma festa ainda mais diversificada.  A cada ano é maior o número de pessoas que viaja a Garanhuns, para participar da festa junina do grupo, bem tradicional. E bem diferente do luxo das quadrilhas que lotam arraiais como o Sítio Trindade, do som estilizado, dos palcos imensos que comportam bandas e dançarinos cada vez maiores, mem cidades como a capital do agreste. Pois no Sítio Macuca foi assim. Os visitantes se reuniram no local, de onde saíam, em caminhões do tipo pau de arara, para uma fazenda vizinha, a da Baixa Grande. Lá chegando, eram saudados com festa e bandinha  de forró autêntico. Muitas sanfonas os aguardavam.

No retorno, no maior clima: carro de boi de verdade, boi de pano da Macuca, músicos, todo mundo seguindo o “cortejo”, cantando e dançando, ao som do tradicional pé-de-serra. A “procissão” para São João durou três horas, por meio de estradinhas poeirentas e estreitas, que cortam os roçados do percurso. Chegando ao Sítio Macuca, nova festa, dessa vez ao sabor do escurinho, da iluminação de fifó, e da levanta a poeira do forró. ” É interessante que, mesmo com a evolução da Festa de São João, ainda haja grupos que preservam o lado mais tradicional da festa”, afirma a arquiteta Fátima Barreto Campelo, que participou do rala-bucho e do cortejo junino

JC Online

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